Posso ajudar meu filho a ter mais segurança na escolha profissional?

Não está fácil pra ninguém. A frase máxima bem conhecida neste período turbulento econômico em que vivemos está deixando a escolha profissional muito difícil. Em um momento instável como a adolescência, essa questão se torna ainda mais conflituosa.

São as transformações próprias da idade aliadas à pressão de decidir qual futuro seguir. Mas sim, você pode contribuir ao tentar dar o mínimo de segurança e estimular as reflexões nessa fase. Os pais podem ser excelentes parceiros para encontrar habilidades naturais e interesses, ampliando o autoconhecimento. Mais: estimular a busca de informações sobre as profissões e sobre o mercado de trabalho.

No entanto, é bom ficar atento: a ajuda saudável é a que impulsiona, não toma decisões.

Conselhos práticos

A ideia é se controlar para não colocar suas expectativas no futuro do seu filho e não influenciá-lo a abraçar uma profissão que você sonhou pra ele ou gostaria de ter seguido.

Ajuda muito se demonstrar sempre aberto ao diálogo, perguntando seus interesses, angústias e até dar orientações, mesmo que a orientação seja procurar um especialista profissional, conhecido como coach. Visitar faculdades e conversar com profissionais de áreas que ele vislumbra podem ser ótimas para diminuir as dúvidas e esclarecer muitos pontos.

É claro que ele ainda enfrentará obstáculos. Mas com uma visão mais clara dos fatos e das profissões, a decisão dele pode ser mais segura e saudável, aumentando as chances de ele ser muito feliz com o que escolheu e ajudar outras pessoas a também encontrarem seus caminhos.

Férias com adolescentes: é possível sem cara feia?

Viajar com adolescentes é sempre uma questão. Eles já chegaram na idade de achar tudo muito chato e viajar com os pais algo que soa infantil e entediante.

 

Mas estamos aqui pra dar a segurança que você precisa para a viagem de férias serem um sucesso.

 

O primeiro passo é deixar que eles participem da decisão. É um jeito de respeitar as ansiedades deles e ainda pedir ajuda, já que eles estão muito ligados em gadgets e aplicativos que podem ser muito úteis nas pesquisas.

 

Nesse momento, peça pra eles pesquisarem passeios e atrações que gostariam de fazer no destino, faça com que eles se sintam importantes e responsáveis pela viagem tanto quanto os pais.

 

Dicas que podem agradar de cara

Se seu(sua) filho(a) gosta de atividades ao ar livre, as opções aumentam: Deserto do Atacama, Patagônia, Peru, Foz do Iguaçú e Chapada são destinos interessantes pra família toda e ainda rendem ótimas fotos para as postagens que eles amam fazer. Mais, as chances de tédio reduzem muito porque a cada dia tem um novo passeio incrível. Se ele gosta de história ou geografia na escola, melhor ainda.

Se eles amam cidade grande e odeiam sair de São Paulo, que tal sugerir uma cidade ainda mais interessante: Nova Iorque, São Francisco e Londres são ótimas pedidas para os adolescentes cosmopolitas. E você ainda pode ficar de olho se as aulas de inglês estão surtindo efeito.

Seu adolescente ama uma praia? Planeje um resort. Você pode descansar enquanto eles se envolvem em mil atividades e ainda interagem com pessoas da mesma idade.

 

Boas férias, sempre com segurança.

Eles também estão inseguros

Para os jovens, atualmente, viver o momento de passagem, da infância à idade adulta, é incerto e complexo. Mais ainda quando o assunto é a realidade em que vivem e a questão da segurança.

Pesquisas apontam que eles têm tanto medo quanto você

Uma pesquisa do IRBEM (Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município) da Rede Nossa São Paulo, indica que 61% da população infanto-juvenil da capital tem receio de se tornar vítima da criminalidade. O medo das crianças e adolescentes se aproxima do índice de 66% da população adulta que também teme assaltos e roubos, segundo números do IRBEM apresentados no início do ano.

Os jovens afirmam ter medo de acontecer alguma coisa a qualquer momento e acreditam que a educação é a única coisa que pode mudar o cenário de violência do país. Um a cada cinco jovens também afirmou ter “medo da polícia”. Entre os entrevistados, 61% disseram ter medo de assalto, 56% da violência em geral, 33% do tráfico de drogas e 21% de “sair à noite”.

Conversar e expor possibilidades pode trazer conforto

Segundo Mário Corso, psicanalista, os jovens encolheram seu mundo por causa da violência. Andam apenas em circuitos conhecidos, arriscam menos, pois os riscos são grandes. Isso traz um empobrecimento, pois eles acabam vivendo apenas entre os iguais e pouco conhecem até do seu próprio bairro.

“Estamos nos acostumando a viver cada vez mais dentro de casa. A rua, antes um lugar de prazer, virou um lugar hostil. É dramático, sobretudo para os jovens, afinal tem menos dinheiro para carros, táxis, ônibus, para ir de um lugar seguro a outro. Perdemos o hábito das grandes caminhadas sem rumo, apenas para explorar a cidade”, afirma o especialista.

É interessante entender que seu filho pode estar tão inseguro quanto você. E provavelmente, por conta disso, está aberto às suas orientações, ferramentas ou qualquer recurso para se sentir mais protegido, sem que para isso seja preciso abrir mão das suas vivências.