Eles, você e os apps

Basta andar pelas ruas, restaurantes, praças, shopping e bares e comprovar: as pessoas estão cada vez menos conversando entre si e cada vez mais interagindo pelo celular. Na realidade do adolescente, isso é ainda mais evidente.

Esquecendo as discussões filosóficas e psicológicas, é preciso estar atento para tirar o melhor proveito dessa nova fase onde o celular se tornou item essencial para uma vida em sociedade. Para se ter uma ideia, uma pesquisa feita no ano passado com os jovens do Reino Unido mostrou que a maioria prefere viver sem sexo do que sem celular. Enquanto 94% preferiam abrir mão do sexo, outros 45% viveriam sem uma das refeições básicas, 71% ficariam sem seus carros e 9% admitiram que preferiam ficar sem os filhos. Sim, chocante, porém real.

Como lidar?

Diante desse cenário, as reclamações dos pais são cada vez mais comuns. A atenção dos filhos está mais voltada para os apps e mensagens do que para tarefas e interação em família. Para a psicóloga clínica e professora de psicologia da Faculdade Newton Paiva Silvia Flores, os pais devem sair do processo de fiscalização e interagir. “Para interagir tem que atrair. Não se pega uma abelha com céu, mas com mel. Por isso, os pais devem criar interações mais agradáveis para seus filhos, que façam eles abandonarem o vício. Saber o que eles gostam de fazer é um ponto. Não ficar criticando as crianças é outro. E há de se entender a nova geração”, diz Silvia.

Conhecer para entender

Já falamos muito disso aqui no blog. Sobre a importância de selecionar o que vai ser divulgado. Hoje, os apps mais baixados e utilizados pelos adolescentes são basicamente ligados a redes sociais, tais como Instagram, Facebook e Snapchat.

O fato é que não há melhor forma de saber como se comportar do que experimentar e conhecer os apps que seu filho usa. E, claro, manter um diálogo aberto para que a segurança nas redes esteja em primeiro lugar.

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