Privacidade e segurança podem caminhar juntas?

Monitorar o caminho para a escola, as amizades no Facebook e as fotos no Instagram. Sem falar nos aplicativos específicos para saber cada passo da criança/adolescente. Isso é bom ou ruim para a relação de vocês?

 

O que pensam os especialistas ?

 

Enquanto alguns defendem ser uma solução errada, outros enxergam como uma solução moderna e altamente conectada com a realidade em que vivemos.

 

Rainer Becker, presidente da Deutsche Kinderhilfe – organização alemã de apoio à criança, alerta: “Uma criança que é constantemente monitorada vai pensar que os pais não confiam nela para nada. Como desenvolver, assim, autoestima e autoconfiança?”.

Já Ralf Kiene, de Saarbrücken, na Alemanha, vê a situação de forma diferente. Segundo ele, cerca de 50 mil “babás virtuais” já estão em ação na Alemanha, seguindo pessoas com deficiência mental, membros da família e, claro, crianças. “No caso dos jovens, a maioria dos pais usa o serviço para protegê-los, e não para espionar”, acrescenta.

 

Sem radicalismos: o melhor jeito de chegar a um acordo

 

Entre segurança e invasão de privacidade a linha é mesmo tênue. É preciso criar, aos poucos, uma estrutura de acompanhamento com a qual todos os envolvidos se acostumem. E como fazer isso?

Alguns aplicativos para monitorar os passos dos filhos já estão à disposição e ainda são controversos. A questão é escolher uma forma que não seja invasiva, que tenha uma linguagem próxima à dele. Conversando, expondo os riscos e as preocupações e, claro, mostrando que a intenção não é controlar e sim proteger. Dar dicas e munir seu filho de informações de especialistas também é importante para que ele entenda onde está inserido.

 

Dialogar, dialogar, dialogar sempre. Afinal, a primeira relação de confiança e segurança que precisa ser estabelecida é entre você e ele.

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