Privacidade, por favor.

Fotos de crianças em redes sociais, com hashtags ou localização, podem ser usadas por estranhos e manipuladas para terem outras finalidades na web

Quando nos tornamos mães, temos a vontade de compartilhar os mínimos detalhes sobre cada passo dos nossos bebês na internet , desde o primeiro mergulho na piscina até quando eles aprendem a usar o peniquinho. No entanto, essas imagens inocentes podem ser usadas de forma errada por estranhos online, o que tem mais chance de ocorrer com o uso de hashtags.

 

As hashtags facilitam o acesso dos estranhos às fotos dos bebês, ao tornarem-nas mais fáceis de serem encontradas na internet. Por isso, está sendo lançada uma campanha para que os pais tenham mais cuidados na hora de compartilhar fotos nas redes sociais, pela Child Rescue Coalition, uma organização em prol da proteção das crianças no meio digital.

 

Em entrevista ao site “DailyMail”, David Angelo, presidente da organização, alega que pedófilos costumam procurar por tags como #BathTime (em português, “hora do banho”), #NakedKids (“crianças nuas”) e #ToiletTraining (“treinando o toalete”) para conseguirem encontrar cliques de bebês.

 

“Enquanto os pais ficam postando fotos íntimas e detalhes sobre seus filhos nas redes, eles não têm a menor ideia do quão fácil tudo isso pode ser manipulado por ‘predadores’ online”, afirma o presidente.

 

Para manter as crianças protegidas, a organização criou a “Kids For Privacy”, campanha que incentiva os pais a compartilharem uma foto de seus filhos com uma placa escrito “privacidade, por favor”.

 

O programa alerta também para o uso de localização na hora de postar uma imagem, já que stalkers podem usar essa informação para rastrear mais informações. Além disso, o fato de que essas gerações crescerão e encontrarão muito da privacidade de suas vidas na internet pode ser perigoso para a integridade delas, segundo a campanha.

 

A questão também é abordada pela especialista australiana em maternidade Kristy Goodwin em seu livro Raising Your Child In A Digital World (“criando seu filho em um mundo digital”). Ela afirma que o lado positivo de compartilhar nas redes sociais é manter outros membros da família atualizados sobre a criança, mas que 50% das imagens em sites dos ‘predadores’ foram tiradas de redes sociais de pais.

 

Kristy encoraja os pais a deixar que suas crianças ajudem a escolher as fotos que serão compartilhadas para que eles construam o próprio “DNA digital”, sem também o uso de hashtags e localização descontrolado.

 

Alguns pais apelam ao uso de emojis como uma censura online, mas também tem de se atentar em fotos com uniforme da escola, com logos de cursos ou até que revele de forma completa ou parcial lugares que eles frequentem (casa da vó, clube, ou até sua própria casa)

 

Não é pecado você querer que a internet toda veja como seu filho é o mais lindo do mundo, mas lmebre-se: privacidade, por favor.

 

Fonte: Delas-Ig

Foto: Pexels

Que tipo de YouTubers seu filho anda vendo?

Todo adolescente está ligadíssimo no YouTube. Mas e você? Está ligada no que ele anda vendo todos os dias?

 

Crianças e adolescentes de hoje vivem o tempo todo conectados. Muitas vezes assistindo vídeos aos quais você não tem acesso ao conteúdo.

Trouxemos algumas reflexões sobre esse assunto tão importante no cotidiano. Afinal, seu filho pode estar consumindo uma influência altamente negativa diariamente.

Não vamos aqui fazer uma lista de nomes porque, além do mundo virtual ser muito rápido e se transformar constantemente, a ideia é apenas refletir sobre conceitos e entender se os YouTubers preferidos do seu filho não são uma péssima ideia.

 

Dicas principais para evitar:

– Os que gritam, falam palavrão demais e acham essa postura legal.

– Incentivam um comportamento e padrão de vida inacessíveis para a maioria.

– Indicam que as crianças e adolescentes assinem serviços, baixem Apps ou façam ligações pagas.

– Sejam preconceituosos e incentivem esse comportamento, mesmo que em forma de brincadeira.

– Tenham e exibam comportamento consumista, uma vida de exageros e ideias absurdas só para chamarem a atenção.

– Comportamentos estranhos e agressivos ao falarem com a família, amigos, mulheres etc. ou ao se referirem sobre os mesmos.

 

 

Dicas principais para liberar total:

– Os que oferecem conteúdo informativo ou provoquem reflexões interessantes.

– Convidam o jovem a pensar e se interessar em aprender.

– Reforçam comportamentos bacanas em sociedade.

– Tenham e exibam um estilo de vida de acordo, sem exageros e desperdícios.

– Valorizam as relações e têm respeito por elas.

– Ensinam os jovens a se defenderem e buscarem o próprio espaço, a independência de forma positiva e agregam valor à vida deles.

 

Claro que vigiar o tempo todo não é a ideia. Mas é sempre bom saber com quem eles estão se relacionando, ainda que como espectadores, assistir aos conteúdos e se informar muito. Só assim você vai poder ajudar seu filho a formar um senso crítico, sem ficar numa bolha, mas também sabendo escolher inteligentemente o conteúdo que consome desde já.

 

 

 

 

Fonte: Mãe de Adolescente